Nos contornos dos meus traços repousa meu caminho
Cada sol amanhecido, cada estrela que se apaga,
Tudo, tudo, tudo em mim deixa sua marca.
Então de mim mesma me demovo
E chego ao ponto crucial:
O que me faz parte de um todo
É não ser nem de mim, igual.
Faço parte do que vejo
Irmão-sol, irmã -Lua
Vou seguindo delirante
Parte inerente e semi-importante
Do que criou a mão Sua.
E no exercício diário da minha certeza sobre Ti
Mostras Tua Face em cada pedra do caminho
Cada riso e cada dor, tem de Ti um pedacinho.
E por isso vou bem firme,
Passo forte, passo largo,
De quem segue além da morte
Pois tudo já foi aqui mesmo encontrado.